quarta-feira, 22 de junho de 2011

Luiz Gonzaga o Rei do Baião


  • Para comemorar o periodo dos folguedos nordestino que acontece por todo o mês de junho aqui no nordeste, resolvemos homenagear nesse post do "História & Música no Piauí" uma das figuras mais simbolica da cultura popular nordestina: "Luiz Gonzaga o Rei do Baião".

Luiz Gonzaga foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado.

  • Aproveitando-se da riqueza cultural da região, o genial instrumentista soube utilizar melodias do folclore regional com harmonias bem coerentes e letras do contidiano nordestino em suas composições, ganhou assim notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Giló (1949) e Baião de Dois (1950), entre outras.

Nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão (também consertava o instrumento). Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai.

  • Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o cearense Humberto Texeira.

Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. 

  • Nessa época Luiz Gonzaga passou também por Teresina servindo como soldado corneteiro no quartel do 25º BC, enquanto atuava na construção da estrada de ferro que ligaria a cidade de Fortaleza a Teresina e São Luiz construida sob responsabilidade do Exercito Brasileiro.

Em 1939, deu baixa do Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeão (instrumentista), tendo choros, sambas, fox e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata.

Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco e passou desde então a apresentar-se com trajes típicos de cangaceiro representando a região nordeste.

  • Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e o reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, parceria com Humberto Teixeira.


Luiz Gonzaga ou Mestre Lua é o símbolo da música nordestina e é a base e inspiração para os mais diversos estilos musicais, cantores da MPB, de Pop Rock, de sertanejo  e forró já  cantaram músicas de Gozagão, como Lulu Santos, Chitãozinho e Xororó, Caetano Veloso, Mastruz com Leite e outros grupos. Autêntico representante da cultura nordestina, Luiz Gonzaga manteve-se fiel as suas origens, mesmo depois de ter seguido para o Sul do país, onde fez carreira musical.

  • Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912Recife, 2 de agosto de 1989) e para homenagear o Rei do Baião. é ralizada anualmente na cidade de Teresina no dois de agaosto a Procissão dos Sanfoneiros.

Um comentário:

  1. No ponta mais alto do nordeste brasileiro tinha que ter uma estátua do mestre Lua.

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